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terça-feira, 10 de março de 2026

 A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO E A BRIGA NO MINEIRÃO. MAS O QUE ISSO TEM A VER C O DIA INTERNACIONAL DA MULHER?

Neste último domingo foi o Dia Internacional da Mulher e no fim do dia zapeando entre diferentes finais dos campeonatos estaduais, tive o desprazer de ver a pancadaria entre jogadores do Cruzeiro e Atlético Mineiro no fim de jogo. Numa semana marcada pela Guerra no Oriente Médio fui compelido a pensar em como podemos ser violentos e como, independente de motivações e proporções, nada justificativa VIOLÊNCIA e ela não justifica nada.

Uma guerra é a violência das violências. Nesse caso, tem raízes milenares e que praticamente ocorreu ao longo de todas as épocas da história. Ainda que agora tenha justificativas diferentes, o uso de armas atômicas (do ponto de vista do EUA E Israel) e agressão ao islamismo (do ponto de vista do Irã) pelo mundo cristão-judeu (no caso os EUA e Israel), no fundo chama-se FRATRICÍDIO, ou seja, o assassinato de irmãos. A religiosidade deveria nos tornar conscientes de uma fraternidade e não de inimizade. Porque isso ocorre?

No Futebol o tema da violência é quase que um tema que está na definição de como muitos vivem esse esporte. Dentro de campo são jogadores que muitas vezes se agridem, com palavras-provocações e as vezes fisicamente. Fora as brigas entre torcidas organizadas, que muitas vezes resulta em morte de jovens (tem violência maior?). Porém, no fim. também se trata de briga entre iguais, a raiz de qualquer esporte é o desejo de unir pessoas e povos.

O tema Dia Internacional da Mulher e as ocorrências dessas duas “guerras” me levaram a pensar como podem convivem na mesma humanidade a luta por condições de vida dignas para todos com o ódio contra o meu irmão?

A data do 08 de março foi proposta pois nesse mesma data no ano de 1908 15 mil mulheres trabalhadoras marcharam pela cidade de Nova York exigindo redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto, ou seja, luta pelo reconhecimento da igualdade entre mulheres e homens no âmbito social e político.

Sendo assim, a data nos relembra que existe na realidade a desigualdade entre homens e mulheres, uma violência histórica com raízes culturais, que ainda hoje permanecem atuantes na sociedade. Vinculada a isso se associa o tema da violência contra outras minorias – o racismo e a intolerância de gêneros por exemplo. No fundo nos coloca, novamente, diante do tema da violência entre iguais (“irmãos”).

Como de fato enfrentar essa questão (a violência entre humanos) foi o que perguntei tocado por tudo isso?

Em primeiro lugar reconhecendo que o mal não está fora de mim. As raízes da violência estão dentro de mim também. Então não se trata somente de uma luta externa, mas começa sempre em mim. Como iniciar e principalmente continuar essa mudança em mim de compreender o outro como meu irmão, meu igual?

No âmbito social e político estar sempre do lado de quem luta de verdade para sejamos integralmente iguais: isso no caso mais concreto significa viver e buscar cidadania integral para todos. Participar do que na sociedade conduza de fato a isso.

Esses dois movimentos embora em âmbitos diferentes não podem ser nunca dissociados, pois é comum que para defender o meu ponto de vista de como se constrói um mundo mais justo, igual e fraterno eu acabe vendo os que pensam diferentes como inimigos. Ver os últimos anos da política mundial e brasileira o crescimento da intolerância. Eu penso que isso acontece porque se não tenho em mim raízes profundas da fraternidade sempre de alguma maneira tendo a ser violento contra o outro.

O outro por definição é o diferente, mesmo quando parece igual (quantas brigas entre famílias e amigos) ainda mais quando a diferença salta aos olhos como entre torcidas, entre homens e mulheres e principalmente entre povos com diferenças raciais e culturais.

Se a raiz em mim do desejo de igualdade, de não violência não for profunda de uma maneira ou outra acabarei sendo violento.

Para mim a raiz é que somos humanos, somos totalmente diferentes, pois nunca nasceu ninguém igual a mim, mas somos totalmente iguais, porque no fundo no nosso ser, no final do dia, todos queremos as mesmas coisas – ser tratados com justiça, poder desfrutar da beleza na vida, ser amados e amar, no fim SER FELIZES.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

EPSTEIN E A PM HELEN: O QUE VALE A PENA NA VIDA

Depois de quase 14 anos retomo hoje (21 de fevereiro de 2026) meu blog. Espero que possa contribuir ao diálogo que tanta falta está fazendo no mundo.

Ontem num encontro com amigos duas experiências relatadas apresentavam um ponto em comum, a ideia de que Deus é uma fabricação do próprio homem. O meu pensamento e o que eu disse foi, certo, porém as perguntas necessárias são: porque o homem precisou “criar” Deus? Como está o mundo depois que essa ideia se tornou a cultura atual? Pensei e falei isso a partir do que estávamos lendo (Giussanni, Luigi. Capítulo I – A criatividade religiosa do homem. In: Giussani, Luigi. Na origem da pretensão cristã. – 4 ed. – São Paulo, SP: Companhia Ilimitada, 2025. p.23-32.).

Num período em que o noticiário foi tomado pelas notícias vinculadas a Jeffrey Epstein. Nesse mundo onde pode-se ver tanto o mal, como nas notícias apresentadas sobre J. Epstein onde o que vale é o poder econômico e político e não se pode ver nenhum bem, como não pensar DEUS ESTÁ MORTO E A HUMANIDADE TAMBÉM.

Daí, que pensando nisso, me vieram várias ideias e questões, que me tiraram o sono.

No dia seguinte vi o Jornal Estado de Minas e me deparei com a reportagem que me emocionou: “Coração de Mãe” que relata a história da PM Helen que participando de um resgate de um bebê abandonado foi solicitada a amamentá-la, aceitou e, depois, relata a satisfação que teve nisso (Coração de de Mãe. Estado de Minas, Belo Horizonte, 20 de fevereiro de 2026. Matéria de capa.).

Lendo a história da soldada Helen fui conduzido a experiência contrária, pois é difícil não pensar é possível algo bondoso. A HUMANIDADE NÃO ESTÁ DE TODA MORTA. E Deus?

Bom, não quero abrir um debate aqui sobre isso, mas apenas sugerir a você que acredita de fato que Deus é somente uma criação do homem e, também, a mim e a quem acredita na existência Dele a seguinte pergunta:

- PORQUE DURANTE TODA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE O HOMEM PRECISOU “CRIAR” ESSA IDEIA?

Associado a isso vem a pergunta o que faz o homem (eu e você) agir como “Epstein” ou como “Helen”?

Existe no homem o desejo de felicidade? O que faz que escolhamos um caminho “Epstein” ou “Helen”?

No fundo de tudo o que percebo em mim é o desejo de que minha vida valha a pena. Isso é o que mais me interessa!

Por isso, retomei o Blog depois de quase 14 anos, no ano que completarei 70 anos. Por que no fundo preciso responder à pergunta como faço para que a minha vida valha a pena? O caminho “Epstein” ou o “Helen”?

Sugestões para quem quiser saber sobre:

Epstein: na CNN Brasil

(https://www.cnnbrasil.com.br/tudo-sobre/jeffrey-epstein/?utm_source=chatgpt.com)

Apresento esse link por apresentar um resumo do assunto, mas existem muitas outras notícias identificáveis sobre o tema.

PM Helen: no Facebook (https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid0n9bafVJxCChZST1yRSeqqV5vr9LJKcT6GRPiqhArdim4SFqSLacR1GMPNzqx5heRl&id=100064678718804

E no Instagram

(https://www.instagram.com/p/DU-cWr9Fizl/?igsh=MXcwYmF3aXMybDFyMQ==)

Também pode ver o vídeo publicado no Facebook: (https://www.facebook.com/reel/913388331585457/?fs=e&s=TIeQ9V&fs=e&fs=e)

 


terça-feira, 3 de julho de 2012

DAQUI A POUCO PERÍODO ELEITORAL, COMO POSICIONAR-SE?

Dia 07 de outubro deste ano haverá eleições municipais para prefeitos e vereadores. Em pauta os principais problemas das cidades brasileiras.

Mas será esse o tema?

Vamos seguir o debate, vamos nos posicionar e escolher quem realmente apresentar propostas para enfrentar os principais temas.

O primeiro tema que ocupará parte das discussões é o tema da ética. Na maior parte das vezes esse será tema inflamado dos discursos: quem fala, falará de sua ética e quem é atacado, será identficado com a corrupção. Mas adianta ética de discurso? Não, são necessárias práticas éticas, que significam TRANSPARÊNCIA na gestão pública e nas ações de todos os agentes públicos, como por exemplo a proposta de voto aberto e a lei da informação.

Outro  tema é a saúde que certamente precisa de recursos e gestão. Muito tem sido feito no SUS, mas hoje voltou com muita força a necessidade de financiamento adequado. O nível federal está diminuindo a sua participação, o governo estadual ainda não atingiu o nível necessário e o municipal que sempre ficou acima do nível mínimo legal (15%) no momento tem começado a pleitiar que o mínimo é o máximo.

A educação é a primeira prioridade. Como comentei outras vezes neste blog aparece sempre nas discussões eleitorais, mas muito tem que ser feito a começar das condições de trabalho dos professores.

Aparecerá também o tema da segurança e o do transporte urbano que hoje cada dia mais tomam conta da preocupação de todos os cidadãos.

Agora com a voz políticos e cidadãos, vamos participar!

terça-feira, 26 de junho de 2012

ESCOLHAS: LULA+MALUF, RIO+20 E LUGO-FRANCO

Três assuntos tomaram as páginas de jornais, revistas e sites: a aliança de Lula e Maluf em prol da candidatura de Fernando Haddad do PT a Prefeitura da cidade de São Paulo, o encerramento da Conferência Rio+20 sobre Desenvolvimento Sustentável e o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo do Paraguai e a posse de Federico Franco que era o seu vice.

Penso que o tema que conecta os três assuntos é a política, ou melhor, as escolhas que indivíduos e coletivos fazem frente a organização da sociedade. Em qualquer dos três casos a controvérsia pública de opções de diferentes grupos é uma marca clara também.

No caso do acordo de Lula com Maluf o tema da escolha controversa é evidente. Os dois se atacaram mutuamente durante os últimos quarenta anos como se opostos fossem. Agora o último grande projeto do Lula que é impedir uma nova vitória do PSDB em São Paulo fez com que se tornasse necessário esse acordo.

Ninguém em sã consciência imaginará que qualquer envolvido leva a sério tal aliança, mas porque fazê-la? Certamente envolver pessoas que ouviram Maluf se opor diametralmente a Lula e ao PT fazendo com que agora acreditem que mudaram e é melhor votar neles.

Me pergunto como alguém que apoiou a vida inteira Maluf com tudo com o que ele tem de anti-petismo na sua carreira pode agora deixar-se enganar de tal maneira? São escolhas também.

No caso da Rio+20 é uma luta entre governos e ambientalistas, mas os governos estão divididos entre ricos e emergentes/ pobres. O problema  em questão é como resolver a equação crescimento econômico, redução de pobreza e manutenção do ambiente?

Os governos de modo geral defenderam o documento final, os ambientalistas o atacaram como superficial e sem avanços concretos, ou seja, metas ambiciosas. Mas os governos, seja ricos, emergentes ou pobres, gostaram exatamente porque houve um documento genérico, que na prática não mudará nada dos seus objetivos no curto prazo.

Em Assunção, Paraguai, ocorreu o impeachment do ex-presidente Lugo pelo Congresso Paraguaio, o mais rápido da história mundial, tudo dentro da lei do país segundo as informações disponíveis.

De um lado estão uma grande parcela da população paraguaia, que estava considerando o governo como um grande inimigo, inclusive fazendeiros brasileiros que vivem por lá e de outro os governos do Brasil, Venezuela e aliados que não conseguiriam aceitar a deposição de um seu aliado, mesmo que esse processo tivesse demorado uma década.

Como falei anteriormente os três casos apontam como o que divide as pessoas na política são as escolhas que fazemos individual e coletivamente. No três parece impossível conciliar em cada um deles os dois grupos divergentes.

O que pode ser um caminho político frente a tanta discordância entre pessoas e povos?

A democracia é o único caminho. Democracia é busca constante de diálogo entre divergentes. Porém, não é possível sem identidades claras, ou seja, ou Maluf e Lula sempre foram iguais ou é de fato um absurdo que neguem tanto a sua identidade para obter uma vantagem política. Não tem como isso contribuir socialmente.

No caso de Lugo é justo que governos de países vizinhos decidam se o processo institucional de um outro país foi politicamente correto? Será que tudo que Chavez tem feito de anti-democrático na Venezuela é mais democrático do que ocorreu no Paraguai? Assim, considerar a minha identidade como A CERTA não contribui para a democracia, como aliás a própria Venezuela de Chavez exemplifica.

Entre ambientalistas e governos ricos ou pobres, fico com os que defendem o ambiente porque na minha opinião defendem algo de real interesse do povo.

Quais são as suas escolhas na política? O importante é que tenhamos a nossa identidade pessoal e grupal clara pois é a nossa forma de contribuir socialmente, mas isso nunca torna necessária a eliminação da identidade dos outros,  pois a riqueza  está  na sua  mescla  e  não  na  eliminação  da diferença  como  querem  alguns.

E você o que pensa?