A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO E A BRIGA NO MINEIRÃO. MAS O QUE ISSO TEM A VER C O DIA INTERNACIONAL DA MULHER?
Neste último domingo foi o Dia
Internacional da Mulher e no fim do dia zapeando entre diferentes finais dos
campeonatos estaduais, tive o desprazer de ver a pancadaria entre jogadores do
Cruzeiro e Atlético Mineiro no fim de jogo. Numa semana marcada pela Guerra no
Oriente Médio fui compelido a pensar em como podemos ser violentos e como,
independente de motivações e proporções, nada justificativa VIOLÊNCIA e ela não
justifica nada.
Uma guerra é a violência das violências. Nesse caso, tem raízes milenares e que praticamente ocorreu ao longo de todas as épocas da história. Ainda que agora tenha justificativas diferentes, o uso de armas atômicas (do ponto de vista do EUA E Israel) e agressão ao islamismo (do ponto de vista do Irã) pelo mundo cristão-judeu (no caso os EUA e Israel), no fundo chama-se FRATRICÍDIO, ou seja, o assassinato de irmãos. A religiosidade deveria nos tornar conscientes de uma fraternidade e não de inimizade. Porque isso ocorre?
No Futebol o tema da violência é
quase que um tema que está na definição de como muitos vivem esse esporte.
Dentro de campo são jogadores que muitas vezes se agridem, com
palavras-provocações e as vezes fisicamente. Fora as brigas entre torcidas
organizadas, que muitas vezes resulta em morte de jovens (tem violência maior?).
Porém, no fim. também se trata de briga entre iguais, a raiz de qualquer
esporte é o desejo de unir pessoas e povos.
O tema Dia Internacional da
Mulher e as ocorrências dessas duas “guerras” me levaram a pensar como podem
convivem na mesma humanidade a luta por condições de vida dignas para todos com
o ódio contra o meu irmão?
A data do 08 de março foi
proposta pois nesse mesma data no ano de 1908 15 mil mulheres trabalhadoras
marcharam pela cidade de Nova York exigindo redução das jornadas de trabalho,
salários melhores e direito ao voto, ou seja, luta pelo reconhecimento da igualdade entre mulheres e homens no âmbito social e político.
Sendo assim, a data nos relembra que existe na realidade a
desigualdade entre homens e mulheres, uma
violência histórica com raízes culturais, que ainda hoje permanecem atuantes na
sociedade. Vinculada a isso se associa o tema da violência contra outras
minorias – o racismo e a intolerância de gêneros por exemplo. No fundo nos coloca, novamente, diante do tema da violência entre iguais (“irmãos”).
Como de fato enfrentar essa
questão (a violência entre humanos) foi o que perguntei tocado por tudo isso?
Em primeiro lugar reconhecendo
que o mal não está fora de mim. As raízes da violência estão dentro de mim
também. Então não se trata somente de uma luta externa, mas começa sempre em mim. Como iniciar e principalmente continuar essa mudança em mim de
compreender o outro como meu irmão, meu igual?
No âmbito social e político estar
sempre do lado de quem luta de verdade para sejamos integralmente iguais: isso
no caso mais concreto significa viver e buscar cidadania integral para todos.
Participar do que na sociedade conduza de fato a isso.
Esses dois movimentos embora em
âmbitos diferentes não podem ser nunca dissociados, pois é comum que para
defender o meu ponto de vista de como se constrói um mundo mais justo, igual e
fraterno eu acabe vendo os que pensam diferentes como inimigos. Ver os últimos
anos da política mundial e brasileira o crescimento da intolerância. Eu penso
que isso acontece porque se não tenho em mim raízes profundas da fraternidade
sempre de alguma maneira tendo a ser violento contra o outro.
O outro por definição é o
diferente, mesmo quando parece igual (quantas brigas entre famílias e amigos)
ainda mais quando a diferença salta aos olhos como entre torcidas, entre homens
e mulheres e principalmente entre povos com diferenças raciais e culturais.
Se a raiz em mim do desejo de
igualdade, de não violência não for profunda de uma maneira ou outra acabarei
sendo violento.
Para mim a raiz é que somos humanos, somos totalmente diferentes, pois nunca nasceu ninguém igual a mim, mas
somos totalmente iguais, porque no fundo no nosso ser, no final do dia, todos
queremos as mesmas coisas – ser tratados com justiça, poder desfrutar da beleza
na vida, ser amados e amar, no fim SER FELIZES.
Nenhum comentário:
Postar um comentário