O pix é nosso!? De quem?? Como fazer escolhas politicas ou como votar no dia 04/10/2026
Confusão eleitoral: Lula defende pix que foi criado no governo Bolsonaro. O ataque foi feito por Trump que é defendido pelo Flávio Bolsonaro. Em política 2 mais 2 nunca da 4. Por isso antes de escolher nomes temos de tentar entender o que é melhor para o povo.
O pix foi feito por técnicos da Receita Federal, ou seja, não é nem do Bolsonaro (governo onde foi lançado), nem do Lula (governo que o manteve).
Aproveito este assunto porque estamos em ano eleitoral e certas situações mudam. O termômetro eleitoral muda decisões, às vezes, em sentido oposto. Coerência não é a principal característica dos políticos.
Não inicio o debate político com este tema da coerência dos políticos porque quero fazer aqui um ataque a eles. É muito comum que seja assim. Mas não compartilho dessa opinião.
A política, a real, a que é feita pelos nossos partidos políticos é necessária, mesmo com a avalanche de notícias negativas que todos os dias lemos ou vemos nas mídias.
Inicio aqui um debate que pretendo continue até o dia 04/10 com os amigos que quiserem ler os meus posts e eventualmente debater.
Quero deixar claro de antemão que ainda não tenho nenhum candidato a nenhum cargo escolhido neste momento. Mas considero importante pensar no assunto, principalmente com amigos como você que está lendo este post.
Escrevi vários posts sobre o tema eleições:
Ética
https://drbenedito.blogspot.com/p/etica-na-politica.html
Política
https://drbenedito.blogspot.com/p/politica.html
Reenvio você que está lendo este devido a uma observação importante. Parece que não somente não evoluímos como involuímos politicamente falando.
Tomo dois aspectos, além desse “importante” debate sobre quem é dono do pix, que vem tomando o “debate” atual.
Primeiro a taxa das camisinhas? No início do governo Lula foi criada uma taxa sobre compras internacionais de até 50 dólares. Pelo que eu me lembro era uma maneira de proteger o produtor nacional. Quatro anos depois foi retirada. Pergunta: o produtor nacional não precisa mais ser protegido? Confesso que não entendi. Não sou economista. Mas em ano eleitoral a retirada de uma ação impopular do governo cheira a apenas manobra politica ainda que possam haver justificativas
O segundo o caso Master. Não vou entrar em detalhes porque é uma assunto profundamente apresentado. Somente quero chamar atenção sobre o que tem sido feito por muitos de tentar escapar e quando possível apontar para o adversário. No fundo não houve, até onde percebi, uma discussão sobre o que é para mim o tema de fundo: a mistura entre público e privado.
Pego dois exemplos, somente para apresentar o que quero dizer com isso.
A fala de ministros do STF justificando o financiamento de eventos pelo banco com o seguinte discurso: mas nós somos obrigados a viver “apenas” com o salário de ministros. Não fossem esses no patamar de valores que são, mesmo assim a resposta seria sim porque é assim que prevê a administração brasileira: não misturar o publico (o cargo de ministro do STF) com o privado, recebimentos extras vindo da área privada. Como isso não é respeitado, é verdade, em todos os níveis do Estado Brasileiro, não quer dizer que é certo.
Segundo exemplo a fala de Flávio Bolsonaro. A justificativa de que o dinheiro recebido era para uma atividade privada. Sim. Porém um Senador da República fazer a negociação com o setor privado para receber recurso a ser usado em uma atividade de interesse pessoal, exemplifica mais uma vez a dificuldade de entender que no exercício de cargos públicos é vedado a mistura, em termos econômicos, de financiamento público e privado. Ou seja, um servidor público não pode negociar financiamentos privados no exercício de sua função. Mais uma vez o caso Master é um pequeno (mesmo considerando valores) exemplo do que ocorre em todos os níveis da administração pública, o que não torna correto o que é ilegal.
Encerro aqui mais uma vez dizendo duas coisas:
- primeiro o debate que envolve o mau uso de dinheiro (corrupção) no âmbito da política não é feito por mim para demonizar a política e os políticos. O objetivo é pontuar o que na minha opinião é uma “boa política”. Os políticos, mesmos os nossos, os reais, os que temos, os Flávios e os Lulas são necessários. O que fazer então para chegarmos a outro patamar no âmbito da política. Este ponto é o que me interessa, o que pretendi e pretendo trazer aqui no meu blog.
- usando desses exemplos pretendi e pretendo colocar aqui o que penso sobre política e abrir um diálogo. Para mim este é o ponto principal. Diálogo que sempre foi muito difícil e agora num ambiente extremamente polarizado quase impossível. Mas dialogarmos abertamente, sem ficarmos fechados naquilo que pensamos, é o ponto que todos que tem real interesse pelo bem comum devemos buscar na ação política.
Isso é o que pretendo fazer aqui até o dia 04/10 nos próximos posts.
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