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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

“UMA PRESENÇA LIVRE E ABERTA NA SOCIEDADE”

Para continuar meus posts que pretendo colocar aqui sobre pontos que considero importantes para as decisões a serem tomadas nas escolhas do 04/10/2026, decidi colocar aqui o panfleto divulgado pela diaconia da Fraternidade de Comunhão e Libertação do qual faço parte há quase cinquenta anos.

“Caros amigos, não chegamos neste ano eleitoral de mãos vazias. Carregamos uma enorme tradição, que nos define.”

Gostaria de destacar aqui qual é o meu ponto de partida para escolha de candidatos. Em qual tradição eu baseio o meu voto. Tradição tem a ver com a cultura onde estou imerso, de que chão nascem os valores que são importantes para mim.

“…chegamos neste ano também com os olhos cheios dos fatos que o Senhor tem feito acontecer no meio do Seu povo. O maior deles é o novo pontífice. No primeiro ano de seu pontificado, Leão XIV enfrentou poderosos, foi ao encontro dos distantes, apontou as verdades e desmascarou mentiras das tecnologias modernas, dando indicações precisas para retomarmos nossa vocação de sujeitos novos no meio da sociedade.”

Esse chão é feito do que? Muitas pessoas usam das eleições para algum benefício. E eu para quem olho? Quem são as pessoas que considero importante ouvir para viver? Eu identifico um fato positivo na minha vida que deve ser defendido. Muitas vezes baseamos nossas decisões pelo que não queremos, por coisas negativas que identificamos nos candidatos.

“O que mais desejamos para nós e para os que amamos? Onde colocamos nossa esperança? Onde vimos nossas vidas ganharem beleza e sabor?”

Quem são as pessoas importantes para nós por quem damos a vida? Onde colocamos nossa esperança? Dessas respostas nascem 3 critérios, segundo a proposta que tomei como ponto de partida deste post. Isso é importante porque os critérios são como fazemos escolhas.

“1. Da nossa história nasce o amor à nossa unidade – não por corporativismo ou interesse político, mas porque foi graças a essa unidade que Cristo tem mudado nossa vida. Essa unidade não significa uniformidade de opinião, mas pertença a uma experiência comum.”

Então o primeiro critério é a que experiência eu pertenço - família, grupo de amigos, grupo de trabalho, Igreja, Religião, Partido.

Para mim uma “unidade”, o pertencimento a uma experiência de comunhão fraterna, amigos que ajudam a viver bem, a encontrar um caminho que me ajude a realização pessoal-felicidade.

“2. Nossa história foi sempre marcada por uma simpatia pelo ambiente em que vivemos, o lugar em que Deus nos colocou: escola, trabalho, bairro, cidade. Não vemos o mundo como um mal, mas como o lugar que Deus amou e quis habitar. O cristianismo é fator gerador de cultura.”

- Qual é o meu chão – cultura, amizade, comunidade, meu ponto de partida dos meus critérios - ele me ajuda a uma presença nos diferentes ambientes em que vivo para aprender e ensinar, a conviver e crescer humanamente.

“3. Dos anteriores, deriva o terceiro critério, que carregamos desde sempre: não nos percebemos como soldados que lutam uma guerra para afirmar valores cristãos. Queremos defender a presença do sujeito novo que nasce do encontro com Cristo, da “criatura nova”, como dizia São Paulo, portadora da cultura do encontro e do diálogo. Uma presença é alguém consciente de quem é, do que lhe aconteceu, que não pode ser confundida com o porta-bandeira de valores evangélicos. É uma comunhão que se expressa de modo visível no mundo, mesmo quando estamos sozinhos nas diferentes situações.”

“Retomar essa consciência de nós mesmos é decisivo neste momento histórico. A política não nasce apenas de estratégias ou disputas de poder, mas de um olhar sobre a pessoa e sobre aquilo que torna uma sociedade verdadeiramente humana. Por isso, nossa contribuição não pode ser reduzida a uma ideologia nem a uma guerra cultural.”

“Por isso recusamos tanto o sectarismo quanto a lógica da polarização permanente, certos de que a firmeza da identidade cristã não exige desprezo pelo outro, mas uma presença capaz de encontro, diálogo e construção do bem comum.”

“Uma presença original nasce da consciência da própria identidade e do amor por aquilo que recebemos.”

 Hoje mais do que nunca onde a principal característica social e cultural se tornou a polarização é necessário aprender com o diferente. Sem isso não é possível crescimento humano: pensar nos grupos humanos em que vivemos como a família, a escola e o ambiente de trabalho. Certamente já fizemos muitas vezes a experiencia de crescermos quando aprendemos com uma pessoa que pensava ou agia diferente de mim. Assim devia ser também no ambiente da política, mas nesse caso o que sobressai é o MEDO. O medo nos paralisa.

O que nos leva a frente é crer que em qualquer ocasião sempre é possível o positivo. Para isso é fundamental estarmos ligados a uma comunhão fraterna com as características que falei acima, que ajuda a viver, que ajuda na hora da realização e do fracasso, que ajuda a estar em pé em todos os momentos da vida. Isso para mim é tem sido a experiência da Fraternidade de Comunhão e Libertação e por isso que diz divulgar aqui o nosso panfleto sobre a Política e os pontos a refletirmos juntos nesse ano de escolha política.

Você que está lendo este post topa conversar sobre isso? Como tenho falado o objetivo do blog é dialogar sobre nossas experiências e crescermos no nosso caminho humano que entre outros fatos passa também sobre as escolhas politicas. Aguardo sua resposta aqui e nas minhas mídias sociais.

Grandes abraço.