Política e Cultura
Outro dia fui questionado deste modo por uma colega de trabalho, a auxiliar de enfermagem do ambulatório onde trabalho. Resolvi escrever sobre isso, porque um tema quando chega a tornar-se assunto de conversa no trabalho é porque atingiu o povo de fato. Evidentemente o tamanho da dificuldade na qual o Brasil se meteu na área diplomática é muito grande. Isso foi uma ação de um microimperialismo como fala a Veja desta semana? Debater esse tema ajuda a expor mais o método do trabalho político que nós do GPC propomos.
Em primeiro lugar sobre o mesma tema é possível identificar na imprensa opiniões divergentes. evidentemente isso ocorre dependendo de qual é a posição daquela determinada pessoa a respeito de um certo tema, previamente ao fato que está sendo analisado. Isso chama-se ideologia: se a opinião é de alguém partidário do governo Lula, essa foi uma ação de alto nível político e de diplomacia, que serviu para aumentar o papel do Brasil no cenário internacional. Se é de alguém contrário ao governo Lula, essa foi uma lambança política e diplomática, que nada ajuda o Brasil.
Nós do GPC propomos olhar para os fatos, ou seja, para experiência real, buscando julgá-la com o critério que coloque a pessoa ( a nossa e de todos os envolvidos, em primeiro lugar). A pessoa aqui é a pessoa real, concreta, com seu desejo de felicidade e realização. Sendo assim, não importa se o governo fez uma ação planejada com o próprio Zelaya ou se ele bateu na porta da nossa embaixada em Tegucigalpa. O que importa é como o que está de fato ocorrendo interfere com as pessoas do povo, o primeiro atingido com qualquer ação política.
Nós não podemos concordar com golpes de estado, nem mesmo com interferência de potências grandes ou pequenas na auto-determinação dos povos.
Sendo assim, olhando o fato como uma ação da diplomacia brasileira, visando uma ação política contrária a um golpe de estado, todos temos de ser favoráveis. É evidente, porém, que nunca se justifica quando isso deixa de ser diplomacia e passa a ser exercício do poder maior que eu tenho. O Brasil caso quisesse ter agido diplomatica e democraticamente deveria ter agido antes, que de qualquer modo não estaríamos na situação que estamos, que é o pior dos mundos. A violência pode somente aumentar e consequentemente quem sofrerá será o povo de Honduras, e o mais pobre desse.
Tendo acontecido a chegada de Zelaya a porta da nossa embaixada, certamente não poderíamos expulsá-lo, não contribuiria para melhorar a situação, mas o que fazer? Não vemos no momento acontecer da parte brasileira nenhuma ação verdadeiramente democrática. O governo brasileiro não pode falar não falo com golpistas, porque é o governo instalado (ainda que não democrático). Imagine se outros países falassem não falo com governos envolvidos com corrupção, em que o legislativo está envolvido com corrupção, será que nós brasileiros acharíamos correto?
Considerando a situação, a única saída é o diálogo e a disposição de cada parte, grupo Micheletti e grupo Zelaya, de perder algo que já tenha conquistado. É isso, que o governo brasileiro deveria exigir do seu hóspede, que mais parece o dono da casa. Isso está evidentemente equivocado. Eu dou para você essa acolhida, mas o que você está disponível a deixar por um menor sofrimento do seu povo. Para o governo instalado ainda que por um golpe, eu me retiro do processo, mas quais as condições que me oferece?
Evidentemente todos estes fatos se dão no real e não aqui nesse espaço que eu escrevo, mas sem um critério que privilegie o povo, as pessoas concretas, qualquer ação conduzirá a situações políticas que somente servirão para aumentar o sofrimento das pessoas, que é algo deve ser sempre evitado, mesmo que naquela situação exista um conjunto de problemas com os quais eu não compartilho. Em primeiro lugar é a pessoa, diminuir o seu sofrimento é sempre a primeira coisa a ser buscada em qualquer ação política.
A proposta deste Blog é debater e propor soluções para a realidade social e política. Na nossa visão a política deve ter como referência a pessoa, e assim, a sociedade frente ao estado, favorecer o tecido social criado por relacionamentos dinâmicos de movimentos e associações. Uma ação política voltada para o bem comum é fruto de uma ordem democrática baseada nos princípios da justiça social, da solidariedade e subsidariedade.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
BRASIL E EUA: quem é melhor?

POLÍTICA E CULTURA
Na Veja de semana passada foi feita uma análise de como o mundo e, especialmente, o Brasil sairá da Crise. Entre os artigos um muito interessante é o que faz a comparação da evolução dos países da América Latina com EUA e Canadá( Em busca do tempo perdido de André Petry - edição 2130 - revista Veja - 138 a 144) quanto aos motivos que levaram a diferença de riqueza entre eles. Neste artigo é mostrado o gráfico acima que informa que América Latina e Brasil tinham PIB per capita igual ou próximo à EUA e Canadá até o início do século XIX. A partir de então há um crescimento totalmente diferenciado fazendo que dois séculos depois a diferença fosse tal, que o PIB per capita deles é 5 vezes maior que o nosso.
Apresenta e discute todas as hipóteses do porque da existência desse fosso, analisando as razões sociais, culturais (inclusive as diferenças religiosas muitas vezes citadas) e econômicas. Conclui citando o que considera os dois principais fatores:
Educação do Povo: "Entre os economistas, sociólogos e historiadores, há controvérsia sobre os fatores decisivos para o desenvolvimento, mas existe o consenso de que, sem educação, não há avanço"
Intituições políticas e econômicas - democracia: "Eis um favor decisivo: instituições, para produzir efeito, precisam ser absorvidas. Sem a intermediação da política, elas não desabrocham".
Ainda que não concordemos com todas opinões citadas nestes artigos (leia e faça sua opinião e a escreva para mim) consideramos fundamental a importância dada a educação e a política (democracia). Porém, os artigos pecam num ponto que temos levantado neste blog e que é motivo da enquete ao lado, de que se estamos saindo, é da crise econômica, mas da crise ética (ou seja dos valores, da cultura) que levou a esse consumo desenfreado estamos longe até de compreendê-la. Sendo assim, a educação é fundamental, porém não existe povo educado sem que haja na base uma concepção de homem que a sustenta, ser educado é ser humano, mas isso não se compreende mais em nossos dias.
Quanto a política, evidentemente não é possivel uma política que seja uma real contribuição para o povo se não há homens (alguém que considera que o seu bem está no bem do outro por exemplo), e a existência de homens está vinculada a cultura que é o chão onde ele cresce.
Por isso, propomos política e cultura, ou seja, uma política que nasça de uma cultura verdadeiramente cristã, fraterna e social, como a nossa forma de contribuirmos ao desenvolvimento social e político de nosso país.
Hoje é o início da primavera, mas também dia internacional da paz. Que este início da época do ano na qual florescem as flores, seja o início dessa flor que todos queremos, A PAZ, que é fruto da justiça, que não é possível sem uma ação política verdadeira e engajada de todos nós.
Venha participar conosco.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ah! se o merthiolate fosse incolor.
Política e Cultura
Não sei se vocês sabem, mas o merthiolate original era incolor. Como as pessoas na época achavam que algo que não tinha cor não trataria as feridas, a empresa colocou tintura e ele ficou vermelho. Passados muitos anos, como as pessoas não queriam usá-lo pois a cor manchava roupa e era feio, a empresa retirou a tintura e lançou a grande novidade, o mercúrio incolor, por isso mais caro. As pessoas pagavam mais, satisfeitas por verem que o "novo" produto atendia a sua demanda. Eu somente decobri isso depois, na escola de medicina, tendo achado muito legal o "novo" merthiolate.
Conto isso porque esses dias aconteceu de certo modo a mesma coisa comigo e acredito com muitas pessoas. Todos acompanhamos os fatos em torno da denúncia da ex-secretária da receita federal Lina Vieira. Do modo que foi apresentada parecia ser uma pessoa de origem técnica, que por não ter aceito a ordem (?) que recebera teria sido demitida.
A Veja de duas semanas atrás trouxe uma reportagem informando que a ex-secretária foi escolhida por ser do partido e que teria feito grandes mudanças na receita, com uma intensa politização do órgão federal. As demissões teriam sido exatamente de seus partidários, motivados por razões políticas e não técnicas.
Em qual das versões acreditar? Ou de outro modo, como avaliar a situação com todos esses dados? Certamente nenhum de nós quer pagar mais caro o merthiolate da vez, vendido pelos meios de comunicação.
Em política é fundamental aprender essa capacidade crítica, pois precisamos nos informar ao máximo, porém chegando ao fim em uma conclusão que nos leve a uma ação condizente com a mesma.
Criamos o nosso grupo, o GPC, exatamente para nos ajudarmos neste trabalho crítico e inovador na política. Se você pensa como nós e quer a participar mande-me um email para que façamos contato.
A Gripe Suína (Influenza A H1N1) continua por aí. A conclusão no momento é que a mortalidade foi muito menor do que as estimativas (felizmente!!!), mas devemos aguardar para ver se não ocorre uma nova epidemia por mutação do vírus (esperamos que não!!!). A Gripe é outro exemplo de como a nossa opinião é forjada pelos meios de comunicação. O tipo de cobertura dada na imprensa de modo geral, fez com que a maior parte da nossa população temesse muito mais do que era a realidade da doença.
Ler é preciso, mas avaliar é mais ainda.
Não sei se vocês sabem, mas o merthiolate original era incolor. Como as pessoas na época achavam que algo que não tinha cor não trataria as feridas, a empresa colocou tintura e ele ficou vermelho. Passados muitos anos, como as pessoas não queriam usá-lo pois a cor manchava roupa e era feio, a empresa retirou a tintura e lançou a grande novidade, o mercúrio incolor, por isso mais caro. As pessoas pagavam mais, satisfeitas por verem que o "novo" produto atendia a sua demanda. Eu somente decobri isso depois, na escola de medicina, tendo achado muito legal o "novo" merthiolate.
Conto isso porque esses dias aconteceu de certo modo a mesma coisa comigo e acredito com muitas pessoas. Todos acompanhamos os fatos em torno da denúncia da ex-secretária da receita federal Lina Vieira. Do modo que foi apresentada parecia ser uma pessoa de origem técnica, que por não ter aceito a ordem (?) que recebera teria sido demitida.
A Veja de duas semanas atrás trouxe uma reportagem informando que a ex-secretária foi escolhida por ser do partido e que teria feito grandes mudanças na receita, com uma intensa politização do órgão federal. As demissões teriam sido exatamente de seus partidários, motivados por razões políticas e não técnicas.
Em qual das versões acreditar? Ou de outro modo, como avaliar a situação com todos esses dados? Certamente nenhum de nós quer pagar mais caro o merthiolate da vez, vendido pelos meios de comunicação.
Em política é fundamental aprender essa capacidade crítica, pois precisamos nos informar ao máximo, porém chegando ao fim em uma conclusão que nos leve a uma ação condizente com a mesma.
Criamos o nosso grupo, o GPC, exatamente para nos ajudarmos neste trabalho crítico e inovador na política. Se você pensa como nós e quer a participar mande-me um email para que façamos contato.
A Gripe Suína (Influenza A H1N1) continua por aí. A conclusão no momento é que a mortalidade foi muito menor do que as estimativas (felizmente!!!), mas devemos aguardar para ver se não ocorre uma nova epidemia por mutação do vírus (esperamos que não!!!). A Gripe é outro exemplo de como a nossa opinião é forjada pelos meios de comunicação. O tipo de cobertura dada na imprensa de modo geral, fez com que a maior parte da nossa população temesse muito mais do que era a realidade da doença.
Ler é preciso, mas avaliar é mais ainda.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
E se não houvesse juiz de futebol?!!!
Política e Cultura
Estes dias estive pensando que se assumissemos as nossas responsabilidades, uma profissão que acabaria seria a de juiz de futebol. Tudo o que ele vê é visto pelos jogadores e técnicos que, inclusive, são os que realizam as atividades para as quais é necessária a opinião do juiz. Comecei a pensar sobre isso quando vi a notícia, que após uns quatro anos, se não me engano, aquele juiz (Edilson?) vai ser julgado. Colocaram imagens dele com terço no pulso beijando um santinho. Nada mais hipócrita. Aí vai que comecei a pensar nesse evidente devaneio, pois nós não assumimos as verdades do futebol. Será que assumimos as verdades da vida??
Este momento (que já dura não sei quanto tempo) é de profunda revolta da maior parte das pessoas, pelo menos da minha convivência, porque a maioria de fato me parece estar completamente alheia a isso. Onde está o problema? Qual a solução?
Estes dias a imprensa trouxe informação que a mortalidade que ocorrerá entre jovens será fundamentalmente violenta (é incrível como sabemos e somos impotentes) . A juventude cuja característica é o desejo de viver e, se possível, eternamente é marcada em nosso mundo, em que nem juizes de futebol são confiáveis, pela morte matada como se diz no interior.
A gripe suína continua. Recebi um email falando sobre os possíveis ganhos econômicos da pandemia (venda de um remédio que normalmente não é vendido). Certamente isso pode estar ocorrendo e sei que única preocupação com a saúde em relatório da CIA é com possíveis pandemias por causa dos resultados econômicos negaivos que acarretará. Porém, fiquei pensando se esse mundo fosse de responsabilidade muito dinheiro teria sido investido numa vacina que resolvesse essas influenzas de uma vez por todos.
Estes dias são duros, porém nós do GPC acreditamos que devemos fazer alguma coisa, política, pelo bem dos nossos jovens e da saúde de todo o povo. Por isso convidamos você que mora em BH a participar de nossa feira social (aviso ao lado), porque acreditamos que somente um movimento social contrário e sistemático condiz com a nossa verdadeira condição humana.
Estes dias estive pensando que se assumissemos as nossas responsabilidades, uma profissão que acabaria seria a de juiz de futebol. Tudo o que ele vê é visto pelos jogadores e técnicos que, inclusive, são os que realizam as atividades para as quais é necessária a opinião do juiz. Comecei a pensar sobre isso quando vi a notícia, que após uns quatro anos, se não me engano, aquele juiz (Edilson?) vai ser julgado. Colocaram imagens dele com terço no pulso beijando um santinho. Nada mais hipócrita. Aí vai que comecei a pensar nesse evidente devaneio, pois nós não assumimos as verdades do futebol. Será que assumimos as verdades da vida??
Este momento (que já dura não sei quanto tempo) é de profunda revolta da maior parte das pessoas, pelo menos da minha convivência, porque a maioria de fato me parece estar completamente alheia a isso. Onde está o problema? Qual a solução?
Estes dias a imprensa trouxe informação que a mortalidade que ocorrerá entre jovens será fundamentalmente violenta (é incrível como sabemos e somos impotentes) . A juventude cuja característica é o desejo de viver e, se possível, eternamente é marcada em nosso mundo, em que nem juizes de futebol são confiáveis, pela morte matada como se diz no interior.
A gripe suína continua. Recebi um email falando sobre os possíveis ganhos econômicos da pandemia (venda de um remédio que normalmente não é vendido). Certamente isso pode estar ocorrendo e sei que única preocupação com a saúde em relatório da CIA é com possíveis pandemias por causa dos resultados econômicos negaivos que acarretará. Porém, fiquei pensando se esse mundo fosse de responsabilidade muito dinheiro teria sido investido numa vacina que resolvesse essas influenzas de uma vez por todos.
Estes dias são duros, porém nós do GPC acreditamos que devemos fazer alguma coisa, política, pelo bem dos nossos jovens e da saúde de todo o povo. Por isso convidamos você que mora em BH a participar de nossa feira social (aviso ao lado), porque acreditamos que somente um movimento social contrário e sistemático condiz com a nossa verdadeira condição humana.
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